domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Sopra com gosto!
Ouvir o vento é como esperar por alguém, alguém sem rosto, sem nome, sem vida própria, mas com muitas vidas agregadas.
Parece muito vago tudo isto, mas que melhor adjectivo para definir este sopro, por vezes forte que irrompe portas e janelas dentro, outras vezes fraco com uma brisa suave que acaricia corpos desnudados de malícia? Eu chamar lhe ia incompreendido, incerto, ou até mesmo pobre vagabundo envolto em solidão e desespero. Mensageiro de muitos, que em seus recantos segredam seus vícios, suas amarguras, seus desejos e esperanças em encontrar quem se perdeu pelo estreito e escuro caminho das tentações inesperadas, mas que lhes proporcionaram à alma sensações antes nunca experimentadas e por isso não regressaram, nem nunca o farão, pois o sabor do desconhecido entrelaçou-se no destino e deu novo rumo a um barco que já nada espera de um cais já em tempos atracado. Pobre vento, que não és mais que uma marioneta, vais vens, ora para norte, ora sul, ora fraco e forte, calmo e revoltado. Quando te decidires a tomar o teu rumo leva estas palavras como companhia pois a solidão é um fardo que nem tu mereces carregar sozinho.
Parece muito vago tudo isto, mas que melhor adjectivo para definir este sopro, por vezes forte que irrompe portas e janelas dentro, outras vezes fraco com uma brisa suave que acaricia corpos desnudados de malícia? Eu chamar lhe ia incompreendido, incerto, ou até mesmo pobre vagabundo envolto em solidão e desespero. Mensageiro de muitos, que em seus recantos segredam seus vícios, suas amarguras, seus desejos e esperanças em encontrar quem se perdeu pelo estreito e escuro caminho das tentações inesperadas, mas que lhes proporcionaram à alma sensações antes nunca experimentadas e por isso não regressaram, nem nunca o farão, pois o sabor do desconhecido entrelaçou-se no destino e deu novo rumo a um barco que já nada espera de um cais já em tempos atracado. Pobre vento, que não és mais que uma marioneta, vais vens, ora para norte, ora sul, ora fraco e forte, calmo e revoltado. Quando te decidires a tomar o teu rumo leva estas palavras como companhia pois a solidão é um fardo que nem tu mereces carregar sozinho.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Porque Não?
Algo me diz vai ser um bom ano. A sério que sim, pelo menos para quem o encarar como um desafio que se pretende ultrapassar com honra e muito mérito.
Sim, parece impossível, sim falar é fácil, e sim eu vivo neste mundo, mais concretamente em Portugal.
Se alguém dedicar um pouco do seu tempo a ler esta pequena parelha de letras que formam palavras e consequentes frases terá a reacção quase instintiva de dizer para si mesmo: "Este gajo diz isto porque não bate bem", ou melhor "Mais um senhor que escreve umas coisas, mas que se calhar nem ele próprio acredita nisso" ou até me irão chamar uns nomes que de pouco valem a pena reproduzir agora! Caros ilustres cada um dos vossos pensamentos conterá um pouco de verdade e realidade, especialmente o primeiro, mas reparem no nobre objectivo da coisa, como cantava um grande senhor da nossa rica cultura portuguesa "o que faz falta é animar a malta" e o ânimo ajuda a encarar dificuldades numa outra perspectiva, claro está que vos falo do ânimo positivo. Confesso que nunca fui muito optimista, mas reconheço que é imprescindível juntar essa qualidade ao rol que compõe o carácter de um indivíduo, não precisamos mais de vozes que nos alertam para a "enorme" dificuldade que se avizinha, nem tão pouco de catástrofes à muito previstas e agora empoladas como se de um fim apocalíptico se tratasse, precisamos sim de gente sem medo, gente de boa índole com a honestidade necessária para enfrentar a maré turbulenta, mesmo que para isso disponha apenas de um pequeno barco onde o motor à muito se extinguiu e os remos foram dando o rumo que lhes competia. São meras palavras, meros desabafos da mente, mas são sobretudo vontades que pronuncio, e certezas que só de mim e de cada um de nós dependem para se tornarem realidades.
Crescer para a vida é aceitar que construímos uma casa com muitos degraus e que em cada um deles há sempre o risco de tropeçar, mas que de nada nos vale a preocupação, antes a vontade de subir e desfrutar do aconchego que ela nos trará.
Sim, parece impossível, sim falar é fácil, e sim eu vivo neste mundo, mais concretamente em Portugal.
Se alguém dedicar um pouco do seu tempo a ler esta pequena parelha de letras que formam palavras e consequentes frases terá a reacção quase instintiva de dizer para si mesmo: "Este gajo diz isto porque não bate bem", ou melhor "Mais um senhor que escreve umas coisas, mas que se calhar nem ele próprio acredita nisso" ou até me irão chamar uns nomes que de pouco valem a pena reproduzir agora! Caros ilustres cada um dos vossos pensamentos conterá um pouco de verdade e realidade, especialmente o primeiro, mas reparem no nobre objectivo da coisa, como cantava um grande senhor da nossa rica cultura portuguesa "o que faz falta é animar a malta" e o ânimo ajuda a encarar dificuldades numa outra perspectiva, claro está que vos falo do ânimo positivo. Confesso que nunca fui muito optimista, mas reconheço que é imprescindível juntar essa qualidade ao rol que compõe o carácter de um indivíduo, não precisamos mais de vozes que nos alertam para a "enorme" dificuldade que se avizinha, nem tão pouco de catástrofes à muito previstas e agora empoladas como se de um fim apocalíptico se tratasse, precisamos sim de gente sem medo, gente de boa índole com a honestidade necessária para enfrentar a maré turbulenta, mesmo que para isso disponha apenas de um pequeno barco onde o motor à muito se extinguiu e os remos foram dando o rumo que lhes competia. São meras palavras, meros desabafos da mente, mas são sobretudo vontades que pronuncio, e certezas que só de mim e de cada um de nós dependem para se tornarem realidades.
Crescer para a vida é aceitar que construímos uma casa com muitos degraus e que em cada um deles há sempre o risco de tropeçar, mas que de nada nos vale a preocupação, antes a vontade de subir e desfrutar do aconchego que ela nos trará.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

