A luz que ilumina a fé
No acender de uma vela iluminam se os rostos das gentes, uma luz
ténue que alberga esperança, um mistério de encantos suaves entre faces
impelidas pela fé de um milagre que já data de tempos longínquos, uma
recordação que volta, uma mágoa que se deixa de lado, tudo por devoção a uma
senhora vestida de branco. A senhora que falou com crianças, que pediu que o
homem se arrependesse e que não trespassasse mais o coração do Pai que sofre
pelos pecados de seus filhos.
A luz vem personificada num filho que nasce para salvação da Humanidade,
uma Humanidade que continua não direi a pecar pois não me cabe julgar, não me
compete determinar o caminho a seguir pois não é o meu exemplo, embora não o considere
errado mas diferente, como todos o são, digo que a Humanidade continua distraída,
desprezando a beleza de um mistério que torna feliz quem acredita sem ter
visto, anda desligada de virtudes como a humildade, respeito, amor ao próximo e
sobretudo amor-próprio, anda atarefada na correria desleal pela sobrevivência
do corpo deixando ao desprezo a da alma.
Nos passos de vigília em
oração à mãe do céu vi quem pouco se importa, quem nada lhe diz respeito, pedidos
de proteção que no egoísmo se esqueceram de pedir pelos outros, vi gente de fé
sincera, feira de vaidades, vi uma parte igual a tantas outras de uma
Humanidade que roga a Deus e aos outros por uma paz que não constrói, passos de
dor e de perda que no consolo da mãe celeste se refugiam em devoção e apreço
como crianças no leito materno que nada sabem da crueldade que o mundo consegue
conter, vi homens e mulheres que vivem como podem sem a certeza de saber se
podem viver melhor.
A luz ténue iluminou caminhos e corações nesta noite, mas o Amanhã
trará novos desafios e ficará a incógnita de saber, será suficiente agarrar essa
luz para manter a chama da fé?
O tempo ficará vigilante e nós o seu alvo!



