segunda-feira, 28 de maio de 2012


A luz que ilumina a fé


No acender de uma vela iluminam se os rostos das gentes, uma luz ténue que alberga esperança, um mistério de encantos suaves entre faces impelidas pela fé de um milagre que já data de tempos longínquos, uma recordação que volta, uma mágoa que se deixa de lado, tudo por devoção a uma senhora vestida de branco. A senhora que falou com crianças, que pediu que o homem se arrependesse e que não trespassasse mais o coração do Pai que sofre pelos pecados de seus filhos.
A luz vem personificada num filho que nasce para salvação da Humanidade, uma Humanidade que continua não direi a pecar pois não me cabe julgar, não me compete determinar o caminho a seguir pois não é o meu exemplo, embora não o considere errado mas diferente, como todos o são, digo que a Humanidade continua distraída, desprezando a beleza de um mistério que torna feliz quem acredita sem ter visto, anda desligada de virtudes como a humildade, respeito, amor ao próximo e sobretudo amor-próprio, anda atarefada na correria desleal pela sobrevivência do corpo deixando ao desprezo a da alma.
 Nos passos de vigília em oração à mãe do céu vi quem pouco se importa, quem nada lhe diz respeito, pedidos de proteção que no egoísmo se esqueceram de pedir pelos outros, vi gente de fé sincera, feira de vaidades, vi uma parte igual a tantas outras de uma Humanidade que roga a Deus e aos outros por uma paz que não constrói, passos de dor e de perda que no consolo da mãe celeste se refugiam em devoção e apreço como crianças no leito materno que nada sabem da crueldade que o mundo consegue conter, vi homens e mulheres que vivem como podem sem a certeza de saber se podem viver melhor.
A luz ténue iluminou caminhos e corações nesta noite, mas o Amanhã trará novos desafios e ficará a incógnita de saber, será suficiente agarrar essa luz para manter a chama da fé?
O tempo ficará vigilante e nós o seu alvo!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Consciência

Hoje no confronto com o estado de saúde de um familiar dei por mim a pensar o quanto somos pequenos, o quanto somos vulneráveis e ao mesmo tempo prepotentes quando imaginamos que as coisas só acontecem aos outros. O egoísmo sempre encontrou em cada um de nós um lar, uma morada onde regressa de cada vez que algo ameaçador nos confronta e nos obriga a escolher de que lado queremos ficar.
E que lado é esse? Cada um que responda para si, embora permitam me que partilhe convosco o lado que eu costumo escolher, é o lado do medo, medo de enfrentar a vida que desconheço o rumo, medo do sofrimento de sofrer pelo corpo e pela alma quer da minha quer a daqueles que me rodeiam e me fazem sentir feliz para enfrentar o quotidiano, medo pelo abandono e pelo fracasso, medo enfim das forças que me faltem para saber lidar com uma situação para a qual a vida não nos prepara convenientemente, embora a consciência de tal possibilidade esteja bem presente. Somos filhos de uma vida que não conhecemos , alguns alunos aplicados que alcançam a recompensa merecida, outros porem desleixados inconscientes que não conhecendo a sua sorte abusam dela até à surpresa da sua queda.

Deixo vos com este pensamento em forma de ditado popular: "enquanto há vida há esperança".

domingo, 30 de janeiro de 2011

Um pequeno momento de reflexão em que paramos para observar a beleza dos sentimentos!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sopra com gosto!

Ouvir o vento é como esperar por alguém, alguém sem rosto, sem nome, sem vida própria, mas com muitas vidas agregadas.

Parece muito vago tudo isto, mas que melhor adjectivo para definir este sopro, por vezes forte que irrompe portas e janelas dentro, outras vezes fraco com uma brisa suave que acaricia corpos desnudados de malícia? Eu chamar lhe ia incompreendido, incerto, ou até mesmo pobre vagabundo envolto em solidão e desespero. Mensageiro de muitos, que em seus recantos segredam seus vícios, suas amarguras, seus desejos e esperanças em encontrar quem se perdeu pelo estreito e escuro caminho das tentações inesperadas, mas que lhes proporcionaram à alma sensações antes nunca experimentadas e por isso não regressaram, nem nunca o farão, pois o sabor do desconhecido entrelaçou-se no destino e deu novo rumo a um barco que já nada espera de um cais já em tempos atracado. Pobre vento, que não és mais que uma marioneta, vais vens, ora para norte, ora sul, ora fraco e forte, calmo e revoltado. Quando te decidires a tomar o teu rumo leva estas palavras como companhia pois a solidão é um fardo que nem tu mereces carregar sozinho.





















domingo, 2 de janeiro de 2011

Porque Não?

Algo me diz vai ser um bom ano. A sério que sim, pelo menos para quem o encarar como um desafio que se pretende ultrapassar com honra e muito mérito.
Sim, parece impossível, sim falar é fácil, e sim eu vivo neste mundo, mais concretamente em Portugal.
Se alguém dedicar um pouco do seu tempo a ler esta pequena parelha de letras que formam palavras e consequentes frases terá a reacção quase instintiva de dizer para si mesmo: "Este gajo diz isto porque não bate bem", ou melhor "Mais um senhor que escreve umas coisas, mas que se calhar nem ele próprio acredita nisso" ou até me irão chamar uns nomes que de pouco valem a pena reproduzir agora! Caros ilustres cada um dos vossos pensamentos conterá um pouco de verdade e realidade, especialmente o primeiro, mas reparem no nobre objectivo da coisa, como cantava um grande senhor da nossa rica cultura portuguesa "o que faz falta é animar a malta" e o ânimo ajuda a encarar dificuldades numa outra perspectiva, claro está que vos falo do ânimo positivo. Confesso que nunca fui muito optimista, mas reconheço que é imprescindível juntar essa qualidade ao rol que compõe o carácter de um indivíduo, não precisamos mais de vozes que nos alertam para a "enorme" dificuldade que se avizinha, nem tão pouco de catástrofes à muito previstas e agora empoladas como se de um fim apocalíptico se tratasse, precisamos sim de gente sem medo, gente de boa índole com a honestidade necessária para enfrentar a maré turbulenta, mesmo que para isso disponha apenas de um pequeno barco onde o motor à muito se extinguiu e os  remos foram dando o rumo que lhes competia. São meras palavras, meros desabafos da mente, mas são sobretudo vontades que pronuncio, e certezas que só de mim e de cada um de nós dependem para se tornarem realidades.
Crescer para a vida é aceitar que construímos uma casa com muitos degraus e que em cada um deles há sempre o risco de tropeçar, mas que de nada nos vale a preocupação, antes a vontade de subir e desfrutar do aconchego que ela nos trará.  


domingo, 26 de dezembro de 2010

Esperança

Ah....O Natal! Ainda agora passamos por ele e já nos despedimos.
Quando a idade me era  curta, a chegada tornava-se numa eternidade desesperante, com a ansiedade alojada na esperança de um presente vislumbrado numa montra, num anuncio televisivo, num catálogo de páginas escorregadias, tão escorregadias como o presente tão desejado, pois acabava sempre com a imitação mais barata que tinha tanto de apresentável como outras de encanto pouco sedutor! Mas quando avançamos no tempo a sedução dos catálogos e anúncios elaborados, com o objectivo de aguçar o consumismo desmedido, abre-nos as portas para uma realidade que em nada se adequa com o espírito desta mágica quadra!
Não venho com moralismos de clichés já saturados como aqueles que vemos numa comunicação social virada para as audiências e muito pouco para as necessidades, que só se lembram que no Natal é necessário ajudar os pobres e oprimidos, mas que o custo dessa ajuda vem subjugado à intenção de tocar corações solidários, aumentando lucros e diminuindo danos de negócios pouco conseguidos. Mas a realidade é que é necessário repensarmos a verdadeira face daquilo que desejamos e responder afirmativamente aos desafios que o mundo nos coloca não só no Natal, mas nos "natais" de todos os dias.



sábado, 25 de dezembro de 2010

Noite Feliz!

A vida assume-se circunstâncias deveras caricatas! Vejam vocês ilustres convidados de leitura que numa noite onde se reúnem sentimentos em redor de uma mesa farta , o pensamento da solidão me sobressaltou por instantes. Uma solidão passada em redor de mesas fartas de amarguras, ódios e passados rabiscados por circunstâncias pouco claras. Não sou de saudades amargas, embora estas me perturbem com as suas incomodas lembranças, mas sentado a uma mesa farta não resisto ao passado, esse passado presente em silêncios longos, entre a alma e o coração entre a vida que não pedi e ninguém teve a intenção de me oferecer, mas que foi imposta por ambiguidades daqueles que não tendo vida própria se oferecem para viver pelos outros, inocentando-se dos danos que juram e julgam não ter causado.
Assumindo que a vida se estende, entendo que fazemos o que queremos, pois somos conscientes das nossas fraquezas quando nos encontramos diante de ruas estreitas, calçadas escorregadias por chuvas diluvias e frios cortantes como espadas afiadas ao calor de fogueiras que tudo queimam largando cinzas que se escondem silenciosas, camuflando-se mas surgindo sem convite nem desejo.