domingo, 26 de dezembro de 2010

Esperança

Ah....O Natal! Ainda agora passamos por ele e já nos despedimos.
Quando a idade me era  curta, a chegada tornava-se numa eternidade desesperante, com a ansiedade alojada na esperança de um presente vislumbrado numa montra, num anuncio televisivo, num catálogo de páginas escorregadias, tão escorregadias como o presente tão desejado, pois acabava sempre com a imitação mais barata que tinha tanto de apresentável como outras de encanto pouco sedutor! Mas quando avançamos no tempo a sedução dos catálogos e anúncios elaborados, com o objectivo de aguçar o consumismo desmedido, abre-nos as portas para uma realidade que em nada se adequa com o espírito desta mágica quadra!
Não venho com moralismos de clichés já saturados como aqueles que vemos numa comunicação social virada para as audiências e muito pouco para as necessidades, que só se lembram que no Natal é necessário ajudar os pobres e oprimidos, mas que o custo dessa ajuda vem subjugado à intenção de tocar corações solidários, aumentando lucros e diminuindo danos de negócios pouco conseguidos. Mas a realidade é que é necessário repensarmos a verdadeira face daquilo que desejamos e responder afirmativamente aos desafios que o mundo nos coloca não só no Natal, mas nos "natais" de todos os dias.



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