Ah....O Natal! Ainda agora passamos por ele e já nos despedimos.
Quando a idade me era curta, a chegada tornava-se numa eternidade desesperante, com a ansiedade alojada na esperança de um presente vislumbrado numa montra, num anuncio televisivo, num catálogo de páginas escorregadias, tão escorregadias como o presente tão desejado, pois acabava sempre com a imitação mais barata que tinha tanto de apresentável como outras de encanto pouco sedutor! Mas quando avançamos no tempo a sedução dos catálogos e anúncios elaborados, com o objectivo de aguçar o consumismo desmedido, abre-nos as portas para uma realidade que em nada se adequa com o espírito desta mágica quadra!
Não venho com moralismos de clichés já saturados como aqueles que vemos numa comunicação social virada para as audiências e muito pouco para as necessidades, que só se lembram que no Natal é necessário ajudar os pobres e oprimidos, mas que o custo dessa ajuda vem subjugado à intenção de tocar corações solidários, aumentando lucros e diminuindo danos de negócios pouco conseguidos. Mas a realidade é que é necessário repensarmos a verdadeira face daquilo que desejamos e responder afirmativamente aos desafios que o mundo nos coloca não só no Natal, mas nos "natais" de todos os dias.
domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Noite Feliz!
A vida assume-se circunstâncias deveras caricatas! Vejam vocês ilustres convidados de leitura que numa noite onde se reúnem sentimentos em redor de uma mesa farta , o pensamento da solidão me sobressaltou por instantes. Uma solidão passada em redor de mesas fartas de amarguras, ódios e passados rabiscados por circunstâncias pouco claras. Não sou de saudades amargas, embora estas me perturbem com as suas incomodas lembranças, mas sentado a uma mesa farta não resisto ao passado, esse passado presente em silêncios longos, entre a alma e o coração entre a vida que não pedi e ninguém teve a intenção de me oferecer, mas que foi imposta por ambiguidades daqueles que não tendo vida própria se oferecem para viver pelos outros, inocentando-se dos danos que juram e julgam não ter causado.
Assumindo que a vida se estende, entendo que fazemos o que queremos, pois somos conscientes das nossas fraquezas quando nos encontramos diante de ruas estreitas, calçadas escorregadias por chuvas diluvias e frios cortantes como espadas afiadas ao calor de fogueiras que tudo queimam largando cinzas que se escondem silenciosas, camuflando-se mas surgindo sem convite nem desejo.
Assumindo que a vida se estende, entendo que fazemos o que queremos, pois somos conscientes das nossas fraquezas quando nos encontramos diante de ruas estreitas, calçadas escorregadias por chuvas diluvias e frios cortantes como espadas afiadas ao calor de fogueiras que tudo queimam largando cinzas que se escondem silenciosas, camuflando-se mas surgindo sem convite nem desejo.
domingo, 19 de dezembro de 2010
O Frio que Nada Refresca.
Para início de blogue nada melhor que um pequeno comentário ao tempo que se faz sentir nos dias que correm. Temos acordado com temperaturas deveras interessantes do ponto de vista térmico. Não gosto particularmente deste género de arrefecimento, mas concordo se me disserem que tem piada, se olharmos ao facto de que ver gente de cara pálida e corpo carregado de roupa que nunca mais acaba tem o seu encanto!
Pergunto agora, foi só a temperatura exterior que arrefeceu?
Pergunta estranha de se colocar... talvez não ilustres convidados de leitura.
Olhemos à nossa volta, olhemos com olhos de ver meus senhores, senhoras, meninos e meninas, olhemos para a sociedade que todos os dias nos entra pela retina. Não podemos ficar indiferentes ao que vemos, lemos e sentimos com todo o turbilhão de informação distribuída quer em meios de comunicação social, quer no traduzido boca a boca (cada cabeça sua sentença); este ultimo muita das vezes deturpado um pouco da realidade, com discursos inflamados de raiva e justiça que não foi feita, mas pouco consciente das próprias fraquezas daqueles que o anunciam. Não somos melhores que o ladrão de carteiras ou de multi bancos, pois nos nossos dias furtamos sorrisos quando despertam em nós sentimentos de inveja por quem sorri, sonhos quando alguém partilha um sonho e nós nos encarregamos de o tornar num pesadelo que parece nunca ter fim, somos ladrões de consciências porque a nossa é tão pequena que não nos privamos de roubar um pouco da dos outros.
Pergunto de novo, foi só a temperatura exterior que arrefeceu?
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ2v7mtV9zqAjqsY0U9ngDN6SpycFDJDlcI1f-Q5oQN3bGZR6fH
Pergunto agora, foi só a temperatura exterior que arrefeceu?
Pergunta estranha de se colocar... talvez não ilustres convidados de leitura.
Olhemos à nossa volta, olhemos com olhos de ver meus senhores, senhoras, meninos e meninas, olhemos para a sociedade que todos os dias nos entra pela retina. Não podemos ficar indiferentes ao que vemos, lemos e sentimos com todo o turbilhão de informação distribuída quer em meios de comunicação social, quer no traduzido boca a boca (cada cabeça sua sentença); este ultimo muita das vezes deturpado um pouco da realidade, com discursos inflamados de raiva e justiça que não foi feita, mas pouco consciente das próprias fraquezas daqueles que o anunciam. Não somos melhores que o ladrão de carteiras ou de multi bancos, pois nos nossos dias furtamos sorrisos quando despertam em nós sentimentos de inveja por quem sorri, sonhos quando alguém partilha um sonho e nós nos encarregamos de o tornar num pesadelo que parece nunca ter fim, somos ladrões de consciências porque a nossa é tão pequena que não nos privamos de roubar um pouco da dos outros.
Pergunto de novo, foi só a temperatura exterior que arrefeceu?
http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ2v7mtV9zqAjqsY0U9ngDN6SpycFDJDlcI1f-Q5oQN3bGZR6fH
Subscrever:
Mensagens (Atom)
